(à Cristina)
Da janela do meu quarto,
(Álvaro de Campos-in A tabacaria), da janela do meu quarto, há rios, e há
montes, e pontes
No ar
Da janela do meu quarto, há
flores, e sombras
À janela, do meu quarto,
há oceanos, e há mares
E pedras, e espingardas,
Todas, todas elas, desarmadas
Todas.
Na janela do meu quarto,
fumo, pego no vento
E brinco, com o vento
Sentindo, na mão, o nome
da mãe
Quando na serra, da serra
Ao fundo, o mar
Ao perto,
Da janela do meu quarto,
Os teus olhos, meu amor.
Sempre, sempre à janela
do meu quarto.
28/08
22:26