Da invisível, e mãe, a
terra ou
o desejado desprezo que
habita o silêncio de cada gotícula de sémen envenenado
mas por omissão e
descuido, será o capim cinzento
o cansaço de uma mão
que escreve, e que
desenha no outro muro
o destino, e
É dia nas ostras e nos
caranguejos, é outra vida
no sentido e alma
desconhecida, em vivida
a madrugada que nunca foi
a madrugada
porque da noite, e sempre
que chora a noite
a noite adormenta a
palavra nunca escrita, e será
que a chuva é o tempo,
que não sabe que o vento, e depois
da tempestade passar,
hoje
o será?
05/08
06:16