24 agosto 2026

Corpo oceano

As horas morrem neste comboio de espuma
desastre amanhecer das primeiras lágrimas do silêncio
onde procuro o meu corpo oceano
aprisionado às sombras neblinas do teu olhar,

a vida é um carrossel de mentiras
pedacinhos de luz que partem para o infinito
e eu sou apenas uma palavra
na boca dos pássaros,

o meu relógio é o veneno da madrugada
é o incêndio poema nos olhos do mar
é pedra lapidada
antes que termine a noite,

e quando a noite me pertence
eu pareço um triste poema
nas larvas da areia salgada
sem saber o teu nome.