Cada aquário, suas
gaivotas amestradas
E os peixes, que voam, e
os que deixaram
De voar,
Na infinita equação
diferencial, ordinária
Dançante, com a canalha
Da escola primária
Se X é a incógnita, na abstracção
vaginal
De uma abelha, escondida,
encaixotada, a serpente
Na árvore despida, nua
Da outra, incógnita, a Z
O circo regressa, novamente
À cidade
E o poeta,
Vai olhar o eclipse de um
olhar.
12/08
22:05