12 agosto 2026

Cada aquário, suas gaivotas amestradas

Cada aquário, suas gaivotas amestradas

E os peixes, que voam, e os que deixaram

De voar,

Na infinita equação diferencial, ordinária

Dançante, com a canalha

Da escola primária

 

Se X é a incógnita, na abstracção vaginal

De uma abelha, escondida, encaixotada, a serpente

Na árvore despida, nua

Da outra, incógnita, a Z

O circo regressa, novamente

À cidade

 

E o poeta,

Vai olhar o eclipse de um olhar.

 

12/08
22:05