As ovelhinhas, brincam na
fresca tarde
da erva, o pastor-poeta,
encostado ao cajado-caneta
na ânsia que seja noite,
que morra a tarde
ou apenas
que se acabe, a erva
ou que se fodam, as
ovelhas
Que se acabe, com o sol e
com o mel
que se acabe com as
estrelas da noite, ou com a noite, de um olhar
para que servem as
estrelas, quando a noite
seria mais curta
e mais feliz,
se cada socalco-seio, não
fosse apenas
um rio,
mas a noite esquecida
e feliz.
19/08
14:07