Às asas, envergonhadas
A gaivota se despede, da
cúpula construída
De coloridos, pontos
E nenhum ponto, se toca
Mas uma força, estranha,
abstracta e invisível
Os abraça, e os suspende
Sobre as asas da gaivota,
em perfeito equilíbrio.
Nenhuma abertura, existe
na cúpula, nem uma porta
Tão só, nem o mais
pequeno orifício, tão ínfimo
Que deixe entrar, um fio
de lua
E ilumine, as asas da
gaivota.
28/08
20:17