28 agosto 2026

Às asas, envergonhadas

Às asas, envergonhadas

A gaivota se despede, da cúpula construída

De coloridos, pontos

E nenhum ponto, se toca

Mas uma força, estranha, abstracta e invisível

Os abraça, e os suspende

Sobre as asas da gaivota, em perfeito equilíbrio.

 

Nenhuma abertura, existe na cúpula, nem uma porta

Tão só, nem o mais pequeno orifício, tão ínfimo

Que deixe entrar, um fio de lua

E ilumine, as asas da gaivota.

 

28/08
20:17