12 agosto 2026

À lareira, imagino-a

À lareira, imagino-a nua, a arder nos meus braços

Imagino-a à lareira, deitada

Em mim, nua

Imagino a rua, imagino

O toque do sino

Imagino-me quando em menino

À lareira, imagino-a, nua, de seios ao vento

Sem tempo, este vento

Que sabe a sal, que é o veneno

Da conversa, são

À lareira, em chamas, a arder

No silêncio, na confusão

No mais profundo

Do silêncio,

A tua mão, à lareira.

 

12/08
03:33