À lareira, imagino-a nua,
a arder nos meus braços
Imagino-a à lareira,
deitada
Em mim, nua
Imagino a rua, imagino
O toque do sino
Imagino-me quando em
menino
À lareira, imagino-a,
nua, de seios ao vento
Sem tempo, este vento
Que sabe a sal, que é o
veneno
Da conversa, são
À lareira, em chamas, a
arder
No silêncio, na confusão
No mais profundo
Do silêncio,
A tua mão, à lareira.
12/08
03:33