23 julho 2026

Que nome, outro nome não o pertencer

Que nome, outro nome não o pertencer

À faminta boca, procurando na sombra

A luz e o nome, dos teus seios

Que são silêncios, jardins esculpidos no sol

Poemas os teus seios semeados na algibeira do desejo

Que nome, outro nome e outro beijo

Perguntar aos teus seios, perguntar

À minha boca, e à minha mão

Porque são os teus seios, o pão

E o veneno do mar.

 

Que nome, outro nome eu o dar

Aos teus seios e ao rio que neles se esconde, que tal como os teus seios

Também ele, também ele não tem nome

E a minha boca em fome

Procura na sombra

A luz e o nome, dos teus seios

Sem nome.

 

23/07
06:48