Que nome, outro nome não
o pertencer
À faminta boca,
procurando na sombra
A luz e o nome, dos teus
seios
Que são silêncios,
jardins esculpidos no sol
Poemas os teus seios semeados
na algibeira do desejo
Que nome, outro nome e
outro beijo
Perguntar aos teus seios,
perguntar
À minha boca, e à minha
mão
Porque são os teus seios,
o pão
E o veneno do mar.
Que nome, outro nome eu o
dar
Aos teus seios e ao rio
que neles se esconde, que tal como os teus seios
Também ele, também ele
não tem nome
E a minha boca em fome
Procura na sombra
A luz e o nome, dos teus
seios
Sem nome.
23/07
06:48