31 julho 2026

O abraço

O abraço esperado 

O toque da morte 

No silêncio dos teus olhos 

Que dormem no aconchego da noite, 


São as palavras 

Que o livro recompensa 

Na água gélida do húmido corpo 

O teu,


E eu pertencia à espera do mar 

Na solidão de uma fraga 

Na montanha de um olhar 

Quando a tua boca é quase uma sílaba,


E o beijar-te é impossível 

Na canção madrugada 

O abraço 

É a fúria do eu.


31/07

19:06