Noites sem dormir à
espera da voz
Em aflição e constantes
incógnitas
Que fazem da equação
Uma equação complexa de
resolver
Submersa na salgada água
do amanhecer
Estou sentindo a voz
Do limo e na saliência do
luar
Que uma ou outra friesta
o seja
Pai e filho
A mansarda farta do sol
A janela cansada da luz e
a escuridão
Vestida de luz
Na palma da mão
Que nas noites sem dormir
à espera da voz
O cortinado sente o fogo
De um mortífero olhar.
10/07
14:57