10 julho 2026

Noites sem dormir à espera da voz

Noites sem dormir à espera da voz

Em aflição e constantes incógnitas

Que fazem da equação

Uma equação complexa de resolver

 

Submersa na salgada água do amanhecer

Estou sentindo a voz

Do limo e na saliência do luar

Que uma ou outra friesta o seja

 

Pai e filho

A mansarda farta do sol

A janela cansada da luz e a escuridão

Vestida de luz

 

Na palma da mão

Que nas noites sem dormir à espera da voz

O cortinado sente o fogo

De um mortífero olhar.

 

10/07
14:57