Ao sono que não vem, mas
o corpo chora
Já é noite na sanzala, já
estão fechadas as janelas da cubata
E as portas, da noite.
Ao sono que não vem, mas
o corpo chora
E balança sobre a sombra
de uma mangueira
É também noite, e também
tinha estrelas, lá
De onde o sono vinha,
No sítio onde o sono
dormia
E brincava
E sorria
E às vezes também
chorava,
Chorava de alegria, mas o
corpo chora
E o barco que não vem,
Ao meu peito e me
abraçar,
Ou que me traga o sono e
um outro sonhar.
01/07
22:41