01 julho 2026

Ao sono que não vem, mas o corpo chora

Ao sono que não vem, mas o corpo chora

Já é noite na sanzala, já estão fechadas as janelas da cubata

E as portas, da noite.

 

Ao sono que não vem, mas o corpo chora

E balança sobre a sombra de uma mangueira

É também noite, e também tinha estrelas, lá

De onde o sono vinha,

 

No sítio onde o sono dormia

E brincava

E sorria

E às vezes também chorava,

 

Chorava de alegria, mas o corpo chora

E o barco que não vem,

Ao meu peito e me abraçar,

 

Ou que me traga o sono e um outro sonhar.

 

01/07
22:41