23 julho 2026

Aldeia

Na aldeia, a ceia do molecular

Sofrida a ceia, desconhecida no prazer

Na cantiga

Quer ele o seja

Ou não o queira ser

Uma lágrima do mar

Ou apenas gritar

E escrever

Na solidão de um olhar.

 

Na aldeia, a ceia perpendicular

Aos braços cansados de uma enxada

Na razão inversa, e adversa

Se o poema é o manjar dela

E do poema ela rasgar a madrugada,

 

Fingir no silêncio

Fingir na ausência esperada

Que até pode um dia, ser livro

Ser poesia

Ou nada o ser

Na Divina Comédia

Abstracta

Na razão inversa, e adversa

De uma mão.

 

23/07
21:13