Na aldeia, a ceia do
molecular
Sofrida a ceia, desconhecida
no prazer
Na cantiga
Quer ele o seja
Ou não o queira ser
Uma lágrima do mar
Ou apenas gritar
E escrever
Na solidão de um olhar.
Na aldeia, a ceia
perpendicular
Aos braços cansados de
uma enxada
Na razão inversa, e
adversa
Se o poema é o manjar
dela
E do poema ela rasgar a
madrugada,
Fingir no silêncio
Fingir na ausência
esperada
Que até pode um dia, ser
livro
Ser poesia
Ou nada o ser
Na Divina Comédia
Abstracta
Na razão inversa, e adversa
De uma mão.
23/07
21:13