Abraçava-se à lua
Quando a noite dormia na
montanha e,
Os seios de um rio
Em pedacinhos de sorriso
Fatiava o luar em
finíssimas lâminas de desejo.
Pegava nas palavras
mortas
Do texto suicidado pela
neblina,
(Ai, menina,
Menina da ilha
adormecida.)
Folheava cada pétala de
prazer
No abraço das
pequeníssimas sílabas…
Dos livros, observava o
mar,
O mar a arder.
Abraçava-se à lua
Quando a noite
embriagada,
Triste
Nua…
Acorrentava à madrugada
A ilha adormecida,
Da menina,
Da menina mimada
À menina despida.