09 julho 2026

A constante de ti

À razão inversa do foder

Imaginado no espaço tridimensional da vagina

Quando a integral tripla do ser

Não é mais do que a luz de uma lamparina

 

Que para uns era corpuscular

E que para outros

Ondulatório

E hoje é considerada de dual

 

Que giro

Umas vezes é partícula

Outras vezes é onda

E amanhã será qualquer coisa comestível

 

À razão inversa do foder,

 

Amanhã abrem as piscinas

Ultimamente tenho feito alguns exercícios muito práticos

Um deles consiste em aplicar uma força no centro de massa do meu corpo, de igual modo do que a força da gravidade mas em sentido contrário

E conto

E conto

E fico sem ar

Aflito

Penso

E se continuar com esta força aplicada no meu centro de massa?

 

E me ergo, e percebo

Que à razão inversa do foder

Existe uma constante, de valor igual a trinta e três vírgula zero cinco metros por segundo ao quadrado,

Nada mais

Nada menos,

 

Do que a constante de ti.

 

(e que o cúmulo da paciência é um elefante ir ao cu a uma formiga, à noite)

 

09/07
20:44