Cada quadrado é o abismo
É o círculo embriagado
Na sombra e no limo
Quando a voz é a saudade
Quando da terra brotam as
árvores
Que voam como os pássaros
Que sorriem como as crianças
E que brincam como as
crianças
Cada quadrado é o mar
salgado
Que é a corda do
enforcado
Que é a palavra do poeta
e do cansado
Quadrado de ser sombra
Na sombra de um quadrado
Cada quadrado é o abismo
Do verso em dor
No verso de um círculo
quase quadrado e quase flor.
28/06
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