24 junho 2026

Na tua pele corre uma ribeira desalmada

Na tua pele corre uma ribeira desalmada

Da mão tua em punho a espada

Da tua pele a estrela solar

Das minhas palavras e do meu sonhar

 

Na tua pele corre uma ribeira sem fim

À procura do mar ou à procura de um jardim

Tantas são as flores da luz semeada em mim

Em mim sabendo que a luz é assim

 

Que a luz me vai envenenar

Entre as montanhas do viver e o medo do luar

Na tua pele corre uma ribeira desalmada

No silêncio da minha triste madrugada

 

24/06
22:07