25 junho 2026

Na rua cinzenta

Na rua cinzenta

Era pimenta

Sabia que a lua tinha espigas de trigo

Que quando abria a janela

Uma pedra entrava

Uma pedra lhe batia

 

E do rosto ele sangrava

A cada lágrima do rio vertida

E o povo o apedrejava

Porque na rua cinzenta

Numa pequenina casa

Lá ele morava

E era pimenta

 

A jangada de vidro que o rio atravessava

Na rua cinzenta

Era pimenta

O rio que ele amava

 

25/06
03:52