Na rua cinzenta
Era pimenta
Sabia que a lua tinha
espigas de trigo
Que quando abria a janela
Uma pedra entrava
Uma pedra lhe batia
E do rosto ele sangrava
A cada lágrima do rio
vertida
E o povo o apedrejava
Porque na rua cinzenta
Numa pequenina casa
Lá ele morava
E era pimenta
A jangada de vidro que o
rio atravessava
Na rua cinzenta
Era pimenta
O rio que ele amava
25/06
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