14 junho 2026

Abraço-me à tua sombra envenenada

Abraço-me à tua sombra envenenada

Abraço-te tanto na distância da terra ao luar

Que eu nem sei adormecer

Abraço-me à tua sombra na luz desenhada

Que ilumina o meu viver

Na noite do meu amar

 

Abraço-me à tua sombra por mim amada

Enquanto escrevo e semeio sobre o papel

A árvore do meu brincar

E da mão da minha enxada

Abraço-me à tua sombra de sol raiar

E me sento na fimbria insónia do mar e do mel

 

Abraço-me à tua sombra desejada

Que o vento traz em seu realce aposento

Abraço-me à tua sombra em maresia

Antes de o dia ser a madrugada

E na madrugada em poesia

Abraço-me ao teu pensamento

 

14/06
22:04