29 junho 2026

A quadrilha em quatro navios ausentes

A quadrilha em quatro navios ausentes

Fardados a rigor, de braço dado

Dado enquanto há tesão e um pouco de licor

Montes

Vales clandestinos, e outros quantos navios

Ausentes, meninos

Em flor

À janela do abismo

 

A lâmpada se acende por ela

Que é tão mandada, tão ranhosa

Que mal sente a minha presença

Zás

Se acende a lâmpada

A lâmpada zás

Traz

Zás

 

Vírgula, a quadrilha toda à casa de banho, em fio

Sentindo o sentido, se erguendo na teimosia de uma retrete turca

De

Ser

O

Gato preto, o meu falecido negrito

Foi ele, foi ele

Desde então têm sido só azares

 

Só não morri quando me caiu o OVNI em cima

Porque

Porque tenho sete vidas e estava sentado, ora

O OVNI aterrou mesmo tão pertinho de mim, que

Sendo eu a origem do sistema de eixos cartesianos, o

O OVNI ficou de mim, X=0, Y=-0,001, Z=-0,01, em milímetros, Claro

E se isto é claro, clara era a noite, da Clara

 

A quadrilha em quatro navios ausentes

Fardados a rigor, de braço dado

Dado enquanto há tesão e um pouco de licor

Montes

Aos montes e montes

A alvenaria do destino

E se isto é claro, clara era a noite, da Clara

Outro tiro; água.

 

29/06
22:00