A quadrilha em quatro
navios ausentes
Fardados a rigor, de
braço dado
Dado enquanto há tesão e
um pouco de licor
Montes
Vales clandestinos, e
outros quantos navios
Ausentes, meninos
Em flor
À janela do abismo
A lâmpada se acende por
ela
Que é tão mandada, tão
ranhosa
Que mal sente a minha
presença
Zás
Se acende a lâmpada
A lâmpada zás
Traz
Zás
Vírgula, a quadrilha toda
à casa de banho, em fio
Sentindo o sentido, se
erguendo na teimosia de uma retrete turca
De
Ser
O
Gato preto, o meu
falecido negrito
Foi ele, foi ele
Desde então têm sido só
azares
Só não morri quando me caiu
o OVNI em cima
Porque
Porque tenho sete vidas e
estava sentado, ora
O OVNI aterrou mesmo tão
pertinho de mim, que
Sendo eu a origem do
sistema de eixos cartesianos, o
O OVNI ficou de mim, X=0,
Y=-0,001, Z=-0,01, em milímetros, Claro
E se isto é claro, clara
era a noite, da Clara
A quadrilha em quatro
navios ausentes
Fardados a rigor, de
braço dado
Dado enquanto há tesão e
um pouco de licor
Montes
Aos montes e montes
A alvenaria do destino
E se isto é claro, clara
era a noite, da Clara
Outro tiro; água.
29/06
22:00