A casa ausenta-se e me
diz que a rua pertence a deus, adeus
Deus da casa e do
quiosque
Quando o vinho leva água
E quando a chuva é maresia
Sentida na vagina de um
livro
O poema é uma merda
Como sempre como assado
E que ontem era cansaço
sábado
A casa é deus
Que tomba sobre a erva
daninha de uma sanzala
Ala neurológica do gemido
O grito na escuridão
A cama é ginástica
debruçada sobre o soalho
Vidente
O sente quando sentir o
verniz da espada
Sobre o peito é apenas um
feixe de luz
30/06
22:15