Não importa se o rio tem o
teu nome
Não importa se a porta
não é porta de abrir
Não importa se há pão ou
se há uma janela para fugir
Não importa quem sou não
importa o que fui ou o que serei
Não importa se está sol ou
geada ou a loucura
Na mão de uma enxada
Não importa se há sorrisos
no meu rosto
Não importa se também
lágrimas as haja
Não importa se vai haver
mais noite
Ou se daqui para a frente
a noite ser um inferno
Não importa o que dizem
de ti as estrelas
Não importa o cansaço e o
abraço
Não importa a vida não
importa o silêncio
Ou o caos da tristeza
Não importa se há flores
no teu jardim
Não importa se as
crianças brincam ou se não brincam
Ou se morrem
Já nada mais me importa
(um dia perguntaram ao
Cesariny porque tinha deixado de escrever, ele
- Não tenho mais nada
sobre o que escrever, já escrevi sobre tudo o que tinha para escrever. Não é uma
ameaça da minha parte, mas neste momento sinto o mesmo; sinto-me um inútel.)
29/05
18:20