Foi na última distância do mar
Que o livro semeou na tarde
O sorriso da tempestade
Foi na última distância do mar
Que a fogueira da chuva desenhou a árvore
No toque de uma fotografia
A luz do mar
Na vidraça de ontem
Aos meus poemas acreditando na esquina do amar
Cada sombra e cada barco
Um punhado de sangue
Sobre o derramado esperma de uma mágoa.
Francisco
03/05