17 maio 2026

É quase gelo o falso viver, descendo

Cada vez mais fundo o sentir

E partir

E sofrer


O deixar ir, da rua o fogo que deixei de ser

E de sorrir

É quase gelo quando a gente faminta

Se esquece de acordar


E o pincelar da chuva está a correr para o mar

Levando o meu corpo sofrido

Que tinha na cabeça a cabeça da fogueira

Na lareira ardida.


Francisco

17/05

18:38