É quase gelo o falso viver, descendo
Cada vez mais fundo o sentir
E partir
E sofrer
O deixar ir, da rua o fogo que deixei de ser
E de sorrir
É quase gelo quando a gente faminta
Se esquece de acordar
E o pincelar da chuva está a correr para o mar
Levando o meu corpo sofrido
Que tinha na cabeça a cabeça da fogueira
Na lareira ardida.
Francisco
17/05
18:38