31 maio 2026

É o amar-te um rio sem nome

É o amar-te um rio sem nome

São os teus seios o pão e a fome

São os teus olhos o mar

São as tuas mãos a luz do luar

 

É o amar-te um rio sem nome

É o teu cabelo a fogueira que consome

Cada lágrima do meu chorar

E cada voz do meu sonhar

 

É o amar-te um rio sem nome

Na colina ao longe e sem apego de o ser

Quando o sono não dorme

 

Quando eu tanto te desejo no teu viver

Que tanto eu não me canso em te cansar eu te ter

No meu amar-te e no meu te escrever.

 

31/05
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