Da bruma submersa na flor do dia
E o pincelar da manhã já é quase uma mão
Nas páginas de um livro,
Da última noite a luz do clitóris
É a alegria do mar
Que a escuridão da chuva
Semeia na terra lavrada de uma fotografia,
Poderia ser poesia
Mas a noite foi de maresia primavera
Do silenciado orvalho
Que afugenta o fogo do teu olhar.
Francisco
09/05
12:44