03 abril 2026

Uma andorinha na primavera dos teus seios

Uma andorinha na primavera dos teus seios, e o pincelar

Da minha sombra que não tem remetente, a angústia que sinto

Na alvorada manhã do mar, tímido

O teu sorrir


Na vidraça de ontem o fogo de hoje

Quando o teu corpo é quase uma mágoa poisada sobre o meu nome, não

A árvore da chuva é quase gelo, mas o vento

Traz o dia vestido de lua


Se as tuas mãos, meu amor, fossem as palavras

Do meu jardim que também são o silêncio de um relógio

Na despedida dos teus olhos

Quando o meu destino é amar-te


03/04/2026, 20:00