05 abril 2026

tanto que eu preciso, de ti

tanto que eu preciso, de ti

que não percebo este querer, te querer

apenas te olhar, que sinto o silêncio

como que se o vento fosse mansinho

ou o sorriso de uma criança

que o tempo urge, e se ergue

deste meu pulso que não existe

que este relógio que não tenho, e que não o uso

parece a loucura de uma árvore

desenhada na terra

semeada na luz de um olhar

que me olha, e aprisiona

e teima, em me rejeitar

 

05/04/2026, 09:38