perdi o teu nome numa
seara de inverno
que se vestia de púrpura
madrugada
perdi o meu nome quando
ainda era inferno
a minha vida e cada
palavra
que escrevia no sono
lunar
perdi o meu nome
e a vontade de sonhar
porque a fome
é o meu viver
perdi o meu nome numa
seara de inverno
e agora não tenho nome
nem tenho vontade de querer
porque sem nome sou uma
árvores nua e despida
no silêncio eterno
na ausência e na partida
06/04/2026, 13:18