21 março 2026

Quase que não tenho viver

Quase que não tenho viver, não sei como é o pincelar de uma fotografia

Não sei como é o amor da chuva quando a tarde se esconde no teu sexo

E na mão de Deus o fogo que eu apenas sentia quando a ausência era só uma pétala

No olhar da tua boca


Quase que não tenho viver, não

Ter, e sentir

A rua na esquina do mar, a rua de onde vou partir

E dizer, e escrever


Escre

Ver, o tempo no toque do meu sol, sem

Tempo, e frio

Como o vento da tua voz nos lábios de um rio.


21/03/2026, 21:18