voltará, e o será
talvez disfarçada de
geada
talvez também ela, também
ela cansada
da voz, e de mim, e da
madrugada
voltará, e o será
talvez sendo sem o saber,
nem ter
em si, em ter
na mão a palavra
voltará, e o será
no olhar o mar, do mar
longínquo e ténue
quando ao vento floresce,
os cabelos de uma criança
que brinca, voltará, e o
será
aquela janela de acesso
ao sonhar, em ter e de o ser
o rio e a montanha, a
ribeira, e aquela triste calçada
e voltará, e o será
o poeta quase dia, que é também
quase nada
08/03/2026, 06:53
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