08 março 2026

nos teus lábios

poiso o meu sono, nos teus lábios

neles construo uma cabana, lá dentro me sento, e me deito

sempre, meu amor, sempre nos teus lábios

sabendo que o meu sono é pobre, e leviano

 

como as pedras, o são, quando lançadas

não, não por uma mão, não meu amor

quando são lançadas, quando são gritadas

e desenhadas, por uma faminta garganta

 

que cada migalha, que cada pedra lançada

não importa, tão pouco adianta

o nome do meu sono, que o poiso muito devagarinho

apenas, meu amor, apenas para não magoar os teus lábios

 

(não entendo como um louco e tolo, que sou, depois de 9 horas de trabalho alucinantes, ainda tem forças para escrever, isto)

 

08/03/2026, 22:48

Sem comentários:

Enviar um comentário