poiso o meu sono, nos
teus lábios
neles construo uma
cabana, lá dentro me sento, e me deito
sempre, meu amor, sempre
nos teus lábios
sabendo que o meu sono é
pobre, e leviano
como as pedras, o são,
quando lançadas
não, não por uma mão, não
meu amor
quando são lançadas,
quando são gritadas
e desenhadas, por uma
faminta garganta
que cada migalha, que
cada pedra lançada
não importa, tão pouco
adianta
o nome do meu sono, que o
poiso muito devagarinho
apenas, meu amor, apenas
para não magoar os teus lábios
(não entendo como um
louco e tolo, que sou, depois de 9 horas de trabalho alucinantes, ainda tem
forças para escrever, isto)
08/03/2026, 22:48
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