Despidos, o fogo submerso nas frestas nocturnas da paixão
O círculo invisível de um grama de insónia, gente feliz com lágrimas
No toque de uma fotografia que ainda está mergulhada na espuma interestelar madrugada, os corpos parecem migalhas sobre a mesa e te abraço sabendo que ainda não terminou o ciclo lunar do desejo
E que ainda falta regressar do além-mar a caravela do teu sexo
Despidos, a infinita distância entre a luz e o beijar-te
Escrever em ti nua, e cada gemido em silêncio que apenas a tua boca sabe, é quase uma mágoa de tinta no orvalho de um olhar
Outras vezes, é o amor que não tem remetente, o meu endereço, ontem eu pertencia à tua voz, que semeava na esquina luz da noite
O sorriso de uma flor.
Ribadouro, 10/03/2026, 15:09
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