22 março 2026

E agora, que tudo foi, foi

E agora,

Que tudo foi, foi

Silêncio quadrado num corpo quase espuma, ouviram

Da bruma primavera, as sílabas da manhã, não

Rua do mar, lote trinta e três, vinte e sete

Que divide por nove árvores em papel cromado, de terceiras núpcias, o círculo,

O egoísmo de uma fotografia.


E agora,

Que tudo foi, vem

Se esconde uma vírgula na minha cama, oiço os orgasmos dos pássaros, quando madrugada,

Rezo que nunca mais seja dia,

E agora, talvez

Esta noite seja sempre noite.


22/03/2026, 22:22