E agora,
Que tudo foi, foi
Silêncio quadrado num corpo quase espuma, ouviram
Da bruma primavera, as sílabas da manhã, não
Rua do mar, lote trinta e três, vinte e sete
Que divide por nove árvores em papel cromado, de terceiras núpcias, o círculo,
O egoísmo de uma fotografia.
E agora,
Que tudo foi, vem
Se esconde uma vírgula na minha cama, oiço os orgasmos dos pássaros, quando madrugada,
Rezo que nunca mais seja dia,
E agora, talvez
Esta noite seja sempre noite.
22/03/2026, 22:22