pertenço aos teus braços,
hoje balanço
como o vento selvagem,
nos teus braços
hoje venço medos e
cansaços
e nas palavras eu danço
semeando o teu corpo com
palavras
com as palavras semeadas
que são primaveras amadas
nas palavras e nas
madrugadas
pertenço aos teus braços,
e hoje canto
sobre os embondeiros da
minha meninice
que às vezes tanto era o
vento
que o capim saltitava
como uma criança mimada
que pertenço aos teus
braços, até que a velhice
me vença e depois eu seja
mar e mais nada.
14/02/2026, 15:00
Sem comentários:
Enviar um comentário