são os papeis coloridos, meu amor
onde escrevo o teu nome,
onde desenho
as tuas coxas quase
silêncio, que apenas me olham
e que silabam, porque ao
redor
começa o ciclo da vida, a
semente, o calor da mão
o coito, e a flor, e o
charro a arder
e a palavra, amar-te,
quase no meu sexo
são coloridas, as noites,
vadias, que correm encosta abaixo
que há um rio, e um fio
de luz
que o vento desce, que o
vento levou
as pedras, os piquinhos,
e todas as sombras
de ontem
e a palavra, desejar-te,
quase no meu sexo
é a primavera de um
olhar, são os sorrisos das árvores
e já não há lágrimas, e
já não existem pedras com lágrimas
e até os peixinhos do meu
aquário,
começaram,
a reprodução; o mistério
da vida.
o começo de tudo.
18/02/2026, 21:49
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