quase que sinto o
desfalecer
de um olhar, e
e depois acorda em mim a
estonteante sombra
que traz o vómito, e o
adocicado milagre
que quase que é noite
disfarçada de uma outra mulher
que quase pertence ao
livro que deitei
na fogueira, quando o meu
corpo estava ressacado
quando também sentia
muitos vómitos, e havia faúlhas de noz
sobre um prato com terra
e vento e veneno
e sabia que era dia,
quando acordava no meu peito o frio suor de uma primavera sem nome
de uma abelha, que me
gritava, que me dizia
que de nada adianta
desfalecer apenas porque é dia, porque sendo noite,
eu queria
e sentia,
outras vírgulas na minha
voz
porque choras, roda
dentada e destemida roda da vida
porque são asas que o
vento me leva, quando deveria trazer-me
os teus braços,
no limiar da inocência, o
carrasco me leva
e sei que serei um quase,
tinha
um chocolate para
comermos
e uma aldeia para
semearmos no limbo da metamorfose, quando o teu corpo
é a glândula primeira do
destino, desencontrar-me
como um conjunto de
pontos infinito, quando
apenas a morte é
infinita, quando
apenas. a morte.
13/02/2026, 18:21
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