13 fevereiro 2026

e havia faúlhas de noz sobre um prato com terra e vento

quase que sinto o desfalecer

de um olhar, e

e depois acorda em mim a estonteante sombra

que traz o vómito, e o adocicado milagre

que quase que é noite disfarçada de uma outra mulher

 

que quase pertence ao livro que deitei

na fogueira, quando o meu corpo estava ressacado

quando também sentia muitos vómitos, e havia faúlhas de noz

sobre um prato com terra e vento e veneno

e sabia que era dia, quando acordava no meu peito o frio suor de uma primavera sem nome

 

de uma abelha, que me gritava, que me dizia

que de nada adianta desfalecer apenas porque é dia, porque sendo noite,

eu queria

e sentia,

outras vírgulas na minha voz

 

porque choras, roda dentada e destemida roda da vida

porque são asas que o vento me leva, quando deveria trazer-me

os teus braços,

no limiar da inocência, o carrasco me leva

e sei que serei um quase, tinha

um chocolate para comermos

 

e uma aldeia para semearmos no limbo da metamorfose, quando o teu corpo

é a glândula primeira do destino, desencontrar-me

como um conjunto de pontos infinito, quando

apenas a morte é infinita, quando

apenas. a morte.

 

13/02/2026, 18:21

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