coloco a minha mão nos
teus seios, e acaricio-os
como se fossem uma
ribeira louca, em fúria para um rio, em paz, quando chega ao mar
e só a minha mão sabe,
onde se escondem os teus seios, quando é noite
e eu,
e eu pertenço aos teus
sonhos, e é luar nos teus seios
e eu sou os teus seios, e
a minha mão
é uma caneta de tinta
permanente, em permanente descanso
sobre um papel
quadriculado qualquer, no silêncio do vento
ou até, no ventre teu,
coloco a minha mão nos
teus seios, e sinto o perfume da noite
quando um jardim quase
branco, quando um pedaço de desejo, azul-total,
e quatro ripas de sombra
se cruzam, e uma janela de luz
poisa, e dorme,
e dorme nos teus seios.
18/02/2026, 00:23
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