27 fevereiro 2026

Atlântida

à lareira, apareço vestido

e pareço um pobre feliz, e mendigo

e sou o destino felino, a aldeia perdida

na savana, o menino que às árvores subia

que depois, o capim, tão verde, crescia

 

e ninguém sabia, sabiam lá as almas sem o sol que ilumina, que subia, que subia

entre pobres soldados, entre ramos quebrados, que sabia

onde habitava o livro de poesia, à montanha em adeus, em zeus

e outros monumentos

 

santos, e seus

 

céus tive muitos, e tantas tive as estrelas do meu sonhar

nas águas e nas dezenas de outras manhãs, as pérfidas mãos quase gelo, quase

o beijo sobre a secretária, arde o cigarro, arde

tudo, e há uma lareira

 

uma lareira, e apareço vestido

e pareço um pobre feliz, e mendigo

e sou o destino felino, a aldeia perdida

 

na perdida, Atlântida.

 

27/02/2026, 22:17

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