à lareira, apareço
vestido
e pareço um pobre feliz,
e mendigo
e sou o destino felino, a
aldeia perdida
na savana, o menino que
às árvores subia
que depois, o capim, tão
verde, crescia
e ninguém sabia, sabiam
lá as almas sem o sol que ilumina, que subia, que subia
entre pobres soldados,
entre ramos quebrados, que sabia
onde habitava o livro de
poesia, à montanha em adeus, em zeus
e outros monumentos
santos, e seus
céus tive muitos, e
tantas tive as estrelas do meu sonhar
nas águas e nas dezenas
de outras manhãs, as pérfidas mãos quase gelo, quase
o beijo sobre a
secretária, arde o cigarro, arde
tudo, e há uma lareira
uma lareira, e apareço
vestido
e pareço um pobre feliz,
e mendigo
e sou o destino felino, a
aldeia perdida
na perdida, Atlântida.
27/02/2026, 22:17
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