15 fevereiro 2026

A ribeira dos teus seios

Na ribeira dos teus seios o saciar do meu desejo

À sede dos teus beijos, na escuridão da tua boca

Também é o silêncio da chuva

Também é a alegria tão pouca

Na ribeira dos teus seios que ainda ontem éramos dois sonhos

Que a fogueira também morreu e que gemia sentidos pêsames

A água do clitóris mar floresce e o beijar

É quase gelo seco que ainda não terminou de crescer

E os teus seios são poemas para disfarçar o fogo, a luz

Arte de uma mágoa, morrer com uma lágrima

Cravada no toque de uma fotografia

Nos sais de prata da ausência


15/02/2026


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