26 fevereiro 2026

a equação de Deus

espero o autocarro da carreira, nos carris invisíveis

que separam o negro, do branco destino

nas profundezas de uma alegria, sentindo

o vento menino

dizendo, e gritando

que a alegria de um pássaro

pode ser a alergia do poeta, ou na ausência dela

as drageias míseras de que após o toque do sino

se ergue, e se transforma em dia

 

e o autocarro da carreira sempre atrasado, sempre sem rumo

galgando cada linha do meu caderno

e que às vezes, parece o inferno

perfume de um clique de luz, depois de morrer

nos rochedos, o som do luar

 

que há sempre mar, que há sempre luz

que há sempre a vertigem sobre o medo

dizendo, que não o querendo

tem em si o segredo, tem na mão a equação de Deus

 

26/02/2026, 21:59

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