Última figueira na chuva, não
Depois de um guarda-chuva acorrentado ao jardim do mar, cansado,
Depois o fogo que também era só um pedaço de pão, um
Um milhão de coisas na esquina do mar, ao vento
Ser,
O sono e o pincelar alimento, em flor
Que deste dia,
Adia, vive não vivendo, quando o viver
Pertence às palavras do meu sol, tão negro como o tempo, que morre na algibeira de uma mágoa, que poisa na água
De um relógio sem nome,
E sinto o peso da sombra da última figueira na chuva,
Não,
Não.
03/01/2026, 15:47

Sem comentários:
Enviar um comentário