03 janeiro 2026


Última figueira na chuva, não

Depois de um guarda-chuva acorrentado ao jardim do mar, cansado,

Depois o fogo que também era só um pedaço de pão, um

Um milhão de coisas na esquina do mar, ao vento

Ser,

O sono e o pincelar alimento, em flor

Que deste dia,

Adia, vive não vivendo, quando o viver

Pertence às palavras do meu sol, tão negro como o tempo, que morre na algibeira de uma mágoa, que poisa na água

De um relógio sem nome,

E sinto o peso da sombra da última figueira na chuva,

Não,

Não.


03/01/2026, 15:47


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