somos o quê,
quando do vento, sem
tempo
se senta despreocupado,
sobre uma pedra
uma pedra cinzenta, junto
ao rio
ou do outro lado do lago
que um ponto de luz, hoje
pode ser uma janela, ou
uma porta,
amanhã
que um corpo, hoje
sempre, cinza, amanhã
então o que somos, hoje
se não existir em nós, o
amanhã
quando do vento, sem
tempo
se senta despreocupado,
sobre uma pedra
e a pedra, é apenas um
ponto de luz
o que somos, hoje
quando nunca fomos nada,
ontem
sempre que o vento passa,
e bate
e chora, nas mãos da
vidraça
que sempre que o quer, a
pedra
lançada é amordaçada
e que morre
e que descansa, amanhã
sentada, sobre uma pedra
cinzenta
que em lágrimas, lamenta
26/01/2025, 06:28
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