07 janeiro 2026

O outro lado da sombra

Se às vezes, no outro lado da sombra, que me assombra, e longe

Foge, e no perto se avizinha

Que deste tempo, eu recebo, que ainda ontem

Era apenas um número que sentia,

Fome,

 

E que dizia à gente toda, que pouca água levava o rio

E de muita lágrima, era semeada a terra, onde vivia

 

E tinha frio.

 

Se às vezes, no outro lado da sombra, a alvenaria é o espelho que apenas a noite sente, que

Também, nunca sabendo ao de leve, se uma palavra lançada

E adormecida, contra a espada do silêncio, é a morte

Que desce à rua, e traz a magnitude transparente,

Do orvalho,

 

E corre ladeira abaixo, e que se senta

Sobre o mais ínfimo orgasmo de luz,

 

Na despedida de um olhar.

 

 

07/01/2026, 04:51



Sem comentários:

Enviar um comentário