Se às vezes, no outro lado da sombra, que me assombra, e longe
Foge, e no perto se
avizinha
Que deste tempo, eu recebo,
que ainda ontem
Era apenas um número que
sentia,
Fome,
E que dizia à gente toda,
que pouca água levava o rio
E de muita lágrima, era
semeada a terra, onde vivia
E tinha frio.
Se às vezes, no outro
lado da sombra, a alvenaria é o espelho que apenas a noite sente, que
Também, nunca sabendo ao
de leve, se uma palavra lançada
E adormecida, contra a
espada do silêncio, é a morte
Que desce à rua, e traz a
magnitude transparente,
Do orvalho,
E corre ladeira abaixo, e
que se senta
Sobre o mais ínfimo orgasmo
de luz,
Na despedida de um olhar.
07/01/2026, 04:51

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