Mil sóis cinza o são,
também
Em meia-dúzia de uma
dúzia e meia, que de mão em mão,
De sabão uma pequena
bola, tão fina como a geada, tão longínqua, como a alvorada
Sentada, na piscina
O destino, sino, da sina
E que me ensina as letras
do meu somar,
Que os mil sóis são
apenas janelas partidas que deixam entrar o ar, e são polpa no degolar da
serpente, que voa, e que me mente
E a toda a gente
Na gente que vive doente,
procurando os mil sóis de uma nocturna preguiça, ou até
O grão-silêncio de um
pedacinho de milho,
Também distorcido, o
vento, e o sofrido
Sorriso da última
primavera passada
Que sente, no ventre o
poema amargo, que da boca ejacula a sonolência e a demência, e o destino
Depois de o cansaço,
depois que o sol dormiu na mão de uma faúlha de saudade,
Sempre que o dia
acordava, e lhe desenhavam na face um beijo; o beijo da saudade.
05/01/2026, 14:34

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