Nunca estará só, o
Só do poeta,
No só de uma vírgula, em
só
Quando o dó, e o só
São a vertigem, e são a limalha
de pólen no olho da perdiz,
Nunca estará só, só
O riso de uma árvore, só
Nunca o estará, a primavera
de um olhar
Quando a lágrima, é mar
E o só do poeta, em só
Sentado sobre o estar, e
ao longe
Sempre só, e sempre a
caminhar
O pássaro endiabrado, o
brinquedo quase triste
De estar só,
No só,
De uma criança.
Nunca estará só o sonhar,
Nem só, nunca o estará o
livro que deseja escrever,
Na caneta só, que só quer
ler,
Nunca estará só, a minha
mão que deseja o teu corpo tocar, só
Nunca o estará, o poema
ausente, que sente, e que muita gente,
Diz,
Ser louco, estar só, só
Apenas e só,
Na escuridão de uma lua.
Nunca estará só, a
Terra que me viu nascer,
só tão só
Está a terra que me viu
crescer, que nesta terra só
Eu não quero morrer,
Nunca estará só, só a
equação de amar, em só
Que nunca o estará, as profecias
de um mar, que de mar só
E de tanto só sonhar,
Nunca estará só, o
Só do poeta,
No só de uma vírgula, em
só
Quando o dó, e o só
São a vertigem, e são a limalha
de pólen no olho da perdiz,
De tão só o estar, a só
da mediatriz.
16/01/2026, 04:09

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