16 janeiro 2026

Nunca estará só, o Só do poeta,

Nunca estará só, o

Só do poeta,

No só de uma vírgula, em só

Quando o dó, e o só

São a vertigem, e são a limalha de pólen no olho da perdiz,

Nunca estará só, só

O riso de uma árvore, só

Nunca o estará, a primavera de um olhar

 

Quando a lágrima, é mar

E o só do poeta, em só

Sentado sobre o estar, e ao longe

Sempre só, e sempre a caminhar

O pássaro endiabrado, o brinquedo quase triste

De estar só,

 

No só,

 

De uma criança.

 

Nunca estará só o sonhar,

Nem só, nunca o estará o livro que deseja escrever,

Na caneta só, que só quer ler,

 

Nunca estará só, a minha mão que deseja o teu corpo tocar, só

Nunca o estará, o poema ausente, que sente, e que muita gente,

Diz,

 

Ser louco, estar só, só

Apenas e só,

 

Na escuridão de uma lua.

 

Nunca estará só, a

Terra que me viu nascer, só tão só

Está a terra que me viu crescer, que nesta terra só

Eu não quero morrer,

 

Nunca estará só, só a equação de amar, em só

Que nunca o estará, as profecias de um mar, que de mar só

E de tanto só sonhar,

 

Nunca estará só, o

Só do poeta,

No só de uma vírgula, em só

Quando o dó, e o só

São a vertigem, e são a limalha de pólen no olho da perdiz,

 

De tão só o estar, a só da mediatriz.

 

16/01/2026, 04:09

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