Se a árvore arde, o sabre
Dança sobre a
mesa-de-cabeceira embriagada
Uma folha da árvore é órfã
da lágrima do sol
E talvez um dia, os pássaros
sejam árvores
Que voam, que escrevem na
sombra de outras árvores
Árvores, que um dia foram
pássaros
E que hoje, e que hoje
são árvores
Que ardem, que mentem, e
que sobejam às pedras
Com outras pedras, que
também aleijam
E sentem, o oncológico
destino de procurar o mar
Quando o mar é de papel, quando
o mar foi criança
Criança-menino que
brincava, nas mãos do mar
E que sonhava, um dia
Um dia, um dia voar…
06/01/2026, 22:47

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