28 janeiro 2026

A tela

as cores deitam-se sobre a tela

rios de sono, ribeiras em desalento, o passeio junto ao rio

que se envenena com o silêncio do luar

que cada barco que em si poisa, é uma maçã encarnada

semeada na tarde, na tarde espada

que a mão toca, que a mão lança

contra o vento, que chora, e que balança

e a branca tela, minutos após, se veste de janela

e de lá,

e de lá oiço o mar

 

28/01/2026, 14:07

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