Viagem, na divindade sonora de um amanhecer
Que dorme, que se esconde
na fogueira
Que vive em seu sofrer
Que da outra margem se alimenta,
a acesa lareira
No esplendor mortífero do
dia.
E a viagem quase que começa
em triste algoritmo
Entre as lâminas de uma
parede embrulhada em poesia…
E as janelas de um
cortinado sem ritmo
Porque a viagem é
silenciosa, porque a viagem é sofrimento
Como o pão desdenhado, como
eu, desenhado
Na sombra de um
imbondeiro, que eu tinha deixado ao vento
Enquanto o vento,
pertence aos caboucos de um livro enforcado.
18/12/2025, 14:19
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