18 dezembro 2025

Viagem

Viagem, na divindade sonora de um amanhecer

Que dorme, que se esconde na fogueira

Que vive em seu sofrer

Que da outra margem se alimenta, a acesa lareira

 

No esplendor mortífero do dia.

E a viagem quase que começa em triste algoritmo

Entre as lâminas de uma parede embrulhada em poesia…

E as janelas de um cortinado sem ritmo

 

Porque a viagem é silenciosa, porque a viagem é sofrimento

Como o pão desdenhado, como eu, desenhado

Na sombra de um imbondeiro, que eu tinha deixado ao vento

Enquanto o vento, pertence aos caboucos de um livro enforcado.

 

18/12/2025, 14:19

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