Sítios, aos outros complexos destinos
Em diferentes sítios, até
à próxima constelação
As pedras dançam sobre a
espada da dor, e morrem
No peito silêncio da madrugada
De cada pedaço de espuma,
outro corpo, outro círculo
Dentro do triste
quadrado, envidraçado
Capaz de subir à montanha
mais distante da sinfonia
De uma vírgula, ou de
Um pedaço de terra, que
depois de lavrada
É o chão promessa de uma
nova alvorada
E sabem que aos braços de
uma espingarda
Vai o poeta buscar, o
poema enforcado
Que traz o vento, e que
leva todo e qualquer coração apaixonado
E novos sítios nascem na
mão de uma tragédia, a miséria
Que destemidamente, é o
pão do poema enforcado
No poema quase esperma,
quase…, quase sítio procurado.
18/12/2025, 08:10
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