Tínhamos, o que tínhamos nós
Em dorso corpo em flor, que havia um pedaço de pedra
Na esquina da última vez, fomos o inferno, inverno
Habitado pela manhã e depois falávamos de presépios, logo nós
Ateus, que procurávamos na espuma, apenas
A sinfonia da despedida.
Sentíamos o vento, em demanda cristalina mais pura, e
Mais bela de uma estrada de prata, e o cheiro imundo, no meu mundo,
Quando o meu corpo parecia, hinos de uma vida
Sentida a trezentos e sessenta graus, ou
Dois pi radianos,
E o sexo balançava sobre os seios quase gelo, do primeiro verso
Junto às escadas com a espada na tarde, ouvíamos as rosas em submarinos gemidos, a estrada quase deserta, e
Voava o corpo na jangada de um olhar, e
Uma mãe, em lágrimas, o perdão
Como se o seu filho, fosse outro verso
Ou pertencesse a outro astrolábio, que não eu.
E tínhamos, mas tínhamos, o quê
Duas cadeiras vazias, um Cristo quase vadio, e sabido
Que gostava de coca, e às vezes
Lia Herberto, e fumava muito
E claro, tínhamos um comboio de brincar só para nós.
21/12/2025, 22:12
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